quinta-feira, 11 de abril de 2013

Impactos ambientais do lixo nas localidades rurais do Vale do Jiquiriçá


Introdução



A questão ambiental vem sendo considerada como cada vez mais urgente e importante para a sociedade, pois o futuro da humanidade depende da relação estabelecida entre a natureza e o uso pelo homem dos recursos naturais disponíveis.
O lixo é considerado pelas pessoas como tudo aquilo que se joga fora e que não tem mais serventia, porém se olharmos com cuidado, veremos que o lixo não é uma massa indiscriminada de materiais.
Precisamos ainda reformular nossa concepção a respeito do lixo. Não podemos continuar pensando que o saco de lixo é o fim do problema, quando é apenas o começo. Não podemos encarar o lixo como um “resto inútil”, e sim algo a ser transformado em uma nova matéria prima para retornar ao ciclo produtível de forma salientar.

Partindo da análise do panorama geral da situação do lixo rural no País, observou-se a ineficiência do sistema atual, visto que uma parcela muito pequena da área rural brasileira é atendida pelo sistema público de coleta de lixo, deixando muitos produtores à mercê de técnicas de eliminação e/ou reutilização do lixo ineficientes e perigosas para a produção, o ambiente e a saúde humana.
O lixo rural é o resíduo da atividade agropecuária podendo conter, em sua composição, materiais particulares a produção como defensivos, restos de culturas, dejetos animais etc.
No entanto, a falta de um sistema de descarte consolidado e eficiente em inúmeras localidades rurais pode ocasionar sérios problemas ao ambiente, como a contaminação da água, do solo e até dos alimentos produzidos nessas lavouras, refletindo também em danos à qualidade de vida do ser humano.
O objetivo do presente trabalho é verificar como é realizada a destinação do lixo em comunidades rurais do Vale do Jiquiriçá.



Metodologia
O estudo foi realizado a partir de diagnóstico após aplicação de questionário semi-estruturado nas turmas do Curso Técnico em Agropecuária na modalidade Proeja, Educação de Jovens e Adultos, na Pedagogia de Alternância. Foram aplicados 20 questionários, conforme metodologia proposta por Martins (2004). O questionário foi composto por perguntas que indagavam os entrevistados sobre como é realizado o descarte do lixo em sua residência e/ou comunidade, sendo importante salientar que todos estes residem em zona rural e são estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano Campus Santa Inês.

Figura I – Introdução da proposta a turma do Proeja. FONTE: Acervo do autor.

     
   

Figura II e III – Estudantes respondendo ao questionário. Fonte: Acervo do autor.

Resultados e discussões


Após a coleta de dados, realizamos a análise dos questionários, nos quais, obtivemos os seguintes resultados, destacando as principais questões:


1.      Existe serviço de coleta de lixo?



      2.     O que você e as outras pessoas da sua casa fazem com o lixo? 















Conclusão


Concluímos que cerca de 95% do lixo nas áreas investigados não há serviço adequado de coleta de lixo. E a questão mais agravante é que resíduos tóxicos como embalagens de agrotóxicos são descartados indiscriminadamente, o polui gravemente o ambiente circundante e a própria comunidade. Para que o descarte e o reaproveitamento do lixo tenha sucesso e contribua com o desenvolvimento sustentável, é preciso que a população saiba destinar corretamente seus lixos e resíduos sólidos e líquidos, e que os poderes públicos invistam na coleta e reciclagem não apenas nas áreas urbanas, como também, nas zonas rurais, também carentes de atenção e projetos para a questão do lixo. A grande questão que fica é saber como desenvolver ações educativas eficientes capazes de conscientizar e alertar a sociedade, através da qualificação dos sujeitos para que se viabilizem práticas sustentáveis, sobre a importância de adotarem práticas ambientalmente corretas no cotidiano visando um consumo que promova qualidade de vida aos cidadãos e ao meio ambiente. 


Referências

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. In: Censo Demográfico de 2000. <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 31 março de 2013.

MARTINI, Rodrigo, et. al. Gestão do lixo: um estudo sobre as possibilidades de reaproveitamento do lixo de propriedades hortícolasRodrigo Martini, et. al. XLIV CONGRESSO DA SOBER “Questões Agrárias, Educação no Campo e Desenvolvimento: Fortaleza, 2006.

MARTINS, H. H. T. de S. Metodologia Qualitativa de Pesquisa. Revista Educação e Pesquisa, v.30, n.2, p. 289-300, maio/ago, 2004.

MEDEIROS, Jeanne Barros Leal de Pontes. Coleta seletiva de lixo / Jeanne Barros leal de Pontes Medeiro. – Fortaleza: Edições Demócrito Rocha; Instituto Centro de Ensino Tecnológico, 2011.

NORÕES, Marcos Gomes de, et.al. Lixo e Coleta Seletiva: Algumas Questões a Serem Lembradas. Marcos Gomes de Norões. VIII Simpósio de Excelência de Gestão e Tecnologia.

OLIVEIRA, Edgard Otacílio da Silva (Org.). O verde vale da vida: realidade e desafios ecológicos / Edgard Otacílio da Silva. – Salvador – Ba: EGBA, 2009.

PAIVA, Francisco Vieira. Resíduos sólidos: seu potencial ambiental e comercial / Francisco Vieira Paiva. – Fortaleza: Edições Demócrito Rocha; Instituto Centro de Ensino Tecnológico, 2011.

SZABÓ Junior, Adalberto Mohai. Educação ambiental e gestão de resíduos. Adalberto Mohai Szabó Junior. – 3. ed. – São Paulo: Rideel, 2010.










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